Questões sobre Linguagem e Comunicação - Com Gabarito


(Fuvest-SP – Adaptada) Texto para as questões 1 e 2.

“Navegar é preciso, viver não é preciso”

     Essa frase de antigos navegadores portugueses, retomada por Fernando Pessoa, por Caetano Veloso e sabe-se lá por quantos mais citadores ou reinventores, ganha sua última versão no âmbito da Informática, em que o termo navegar adquire outro e preciso sentido.
     Na nova acepção, em tempos de internet, o lema parece mais afirmativo do que nunca. Os olhos que hoje vagueiam pela tela iluminada do monitor já não precisam nem de velas, nem de versos, nem de fados: da vida só querem o cantinho de um quarto, de onde fazem o mundo flutuar em mares de virtualidade nunca dantes navegados.

1 – Considere as seguintes afirmações.

I – A significação das palavras constitui um processo dinâmico e supõe o reconhecimento histórico de seu emprego.
II – As expressões “velas”, “fadas” e “nunca dantes navegados” ligam-se ao contexto primitivo do velho lema.
III – Desligando-se das raízes históricas, as palavras apresentam-se esvaziadas de qualquer sentido.

Conforme se pode deduzir do texto, está correto o que se afirma:


A)  Apenas em I e II.
B)  Apenas em I e III.
C)  Apenas em II e III,
D)  Apenas em I.


2 – Em relação ao texto apresentado, observe estas afirmativas.

I – O efeito sonoro explorado na sequência de “vagueiam”, “velas”, “versos”, “vida”, “virtualidades” é conhecido como rima interna.
II – No verso “Navegar é preciso, viver não é preciso”, de Fernando Pessoa, a palavra “preciso” pode ser entendida como sinônimo de “necessidade” e de “exato”.
III – Modernamente, segundo o autor, o lema “Navegar é preciso” assume sentido diverso em função do novo significado atribuído ao termo “navegar”.

Das afirmativas acima:


A)  I, II e III estão corretas.
B)  I e III estão corretas.
C)  II e III estão corretas.
D)  Apenas a II está correta.


3 – Leia o texto verbal de um anúncio:

     O bom esportista / não esquenta a cabeça: / usa boné Zás

I – A mensagem do anúncio não é clara devido à ambiguidade causada pelo verbo “esquenta”.
II – No anúncio ocorre um caso de polissemia, pois o verbo “esquenta” apresenta dois sentidos: “aquecer” e “preocupar-se”.
III – O anúncio explora somente um dos sentidos do verbo “esquentar”.

Está correto o que se afirma em:


A)  I.
B)  II.
C)  III.
D)  I e II.


4 – (Vunesp-SP – Adaptada) Leia este trecho de crônica.

     “Não entendo lhufas de pedagogia ou pediatria, mas imagino que jogos e exercícios ajudem a formar a coordenação motora, a percepção espacial, a lógica e os reflexos e ainda tragam mais outras tantas benesses ao conjunto psico-motor-neuro-blá-blá-blá.”

Antônio Prata. Pensar em nada. Runner’s World, nº 7. São Paulo: Editora Abril, maio/2009.

Ao empregar “lhufas” em “Não entendo lhufas de pedagogia ou pediatria [...]”, o cronista poderia ter também empregado outros vocábulos ou expressões que correspondem à mesma acepção.

Assinale a única alternativa em que a substituição não é pertinente, pois alteraria o sentido da frase.


A)  Não entendo bulhufas de pedagogia ou pediatria.
B)  Não entendo patavina de pedagogia ou pediatria.
C)  Não entendo muita coisa de pedagogia ou pediatria.
D)  Não entendo coisa alguma de pedagogia ou pediatria.


5 – (IBGE/Cesgranrio-RJ - Adaptada) Considere este trecho de texto.

     “Bingo é um vira-lata, de naturalidade piauiense ou maranhense, não se sabe ao certo. [...] Mas estou seguro de que seu lugar na história já está garantido, pois é pivô de um caso singular. Ele foi condenado a encarceramento por um juiz da cidade de Timon, no Maranhão, e está cumprindo pena há um ano e meio, no Centro de Controle de Zoonoses local.”

João Ubaldo Ribeiro.

A afirmação de que Bingo foi “pivô de um caso singular” equivale, em sentido, a dizer que ele foi o:


A)  Principal acusado por um júri popular.
B)  Protagonista de uma ocorrência inusitada.
C)  Conciliador em uma disputa acirrada.
D)  Denunciante de uma trama fraudulenta.


GABARITO

1. A
2. C
3. B
4. C
5. B
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