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Mostrando postagens de Agosto, 2018

Jeito de amar, de Evandro Calafange de Andrade

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Jeito de amar Evandro Calafange de Andrade
É só o sol raiar para o galo cantar no terreiro E eu despertar daquele jeito Pras tuas reações começarem a pincelar.
Se o meu bom dia não for o mesmo de ontem, Se o meu olhar não cruzar na mesma hora que o teu, Basta o meu andar desviar o fio da meada, O meu desejo aguçar a vontade de respirar fora da caixa Pra tudo virar a tua cabeça.
O tempo fecha rapidamente, Você parte pra fazer tempestade em copo d’água, Inventar uma confusão Até com o sabor do leite com pão. Não é exagero, não. É discussão no jantar Que só para no almoço sobre o fogão.
Tudo porque você não consegue entender: Não é porque você quer Que eu tenho de querer Estar sempre sorriso pra você. Não é porque você está Que eu tenho de estar Ou querer estar ao teu lado. Só que está obrigado nem sempre quer dizer Que estou realmente com você.
Saiba que o meu “eu te amo” Não precisa ser no mesmo tom que o teu Por que seria, amor? Se o meu coração não batuca no mesmo ritmo sambista do teu.
A verdade é que você não …