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Mostrando postagens de Abril, 2018

Aquele dia que fiquei tão só, de Evandro Calafange de Andrade

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Aquele dia que fiquei tão só
Nesse exato momento, fogem-me as lembranças de ter tido alguns dias tão atemporais em minha insignificante existência. Digo esta palavra porque é assim que estou a me sentir desde o fim dos primórdios caminhos sem silhuetas. Espero que não me julgue, pois, a vida já faz esse papel tão crucial em minha estrada. Com uma competência invejável. Nem um dia sequer fui tão competente em minhas peripécias nas grandes organizações onde me fiz presente de segunda a sábado, quiçá domingo a fio. Só que caminhar sóbrio não é para coadjuvantes, apenas os fortes conseguem carregar essa caminhada nas costas. E protagonista como eu sou do meu solar, ponho a minha mochila para trás e vou serpenteando a algum lugar. Houve um tempo que em minha face era só alegria abobalhada. Rir do vento na cara. Rir das piadas sem piadas. Rir das topadas. Rir das gargalhadas estrambólicas. Rir do nada até ir ao nada de um dia cinzento. Rir, simplesmente, assim. Pena que tudo se esvaíram das mi…

Desaguar, de Evandro Calafange de Andrade

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Desaguar Evandro Calafange de Andrade
Pinga em mim Todo esse teu olhar de amor. Lava a minha face Nessa noite de ser-amor. Deixa a minha alma Gaivotear no cinzento celestial.
Meu coração trovejando Corre serpenteando Desaguando n’alma do corpóreo Em um turbilhão de desejo De apenas te encontrar.
Mergulhando no barreiro Da lamentação sertaneja Fortaleço o olhar no horizonte Esperando em preces Pela chegada do verdejar.
Meu coração relampeando Se banha no lacrimejar Ao som do riachoar Deixo-me entregue As forças em ato braçal.
De rio ao sol, vou eu... Peixe no meu anzol, vou eu... Lá estou amando-te tão só Em Dó, Ré, Mi, Fá Da sinfonia de um triste enxergar.
Do lar na janela a espiar Sanfona que chora Lágrimas transbordantes