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Mostrando postagens de Fevereiro, 2018

Querela, de Evandro Calafange de Andrade

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Querela Evandro Calafange de Andrade
Acordei Com uma baita Vontade de te dizer: Parvo não sou, por mais que tu achas assim. Seria se tolo eu fosse, Se me comparasse a um ser desprovido de inteligência, Mas assim não sou. Tanto que descobri tuas voltas em minha vida. Sabes aquele com quem te encontravas? Disse por aí, nas ruelas da baixada: “Pense num camarada pífio, frio e maquiavélico.” Como pode ser eu pífio?! Não digo “não” para frio, Já que planejo o padrão desta oralidade contigo, ou Só por não querer acreditar No que consigo enxergar diante de um palmo. Talvez eu seja o adjetivo final, mas o primeiro?! Se assim eu fosse, Tu não terias me olhado com valor, Seria, portanto, em tua azul visão Um reles suburbano em banho de piscina, No entanto, fui presa fácil em tuas garras de águia vil. Sim, porque és indigna do meu dedicado sentimentalismo. Claro que não no sentido de emoção superficial e débil, Diria que em excesso e motivado de prazer. Enquanto me encontro submerso Em águ…

À deriva, de Evandro Calafange de Andrade

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À deriva Evandro Calafange de Andrade
Você chega e rouba todo o meu ar Sofro implorando para respirar No espelho acho que vou te enxergar À noite, o céu vem se desmontar Apenas me oferta desamor Deixa em minha visão Um rio de um ser em dor Afogado em lágrimas de ilusão.
Na janela o vento faz sua apresentação Chamando minha doce atenção O cantar do relógio é o pulsar do meu coração Que suavemente me deixa no chão Apenas me oferta desamor Deixa em minha visão Um rio de um ser em dor Afogado em lágrimas de ilusão.
À deriva estou entregue à fúria da paixão Me perco nos braços do teu olhar Quando ouço a emoção suspirar Me levanto para não caminhar Apenas me oferta desamor Deixa em minha visão Um rio de um ser em dor Afogado em lágrimas de ilusão.