Dona de mim, de Evandro Calafange de Andrade



Dona de mim
Evandro Calafange de Andrade

Eu te amei da melhor forma que alguém pode amar
Eu estive ao teu lado em todos os momentos...
Foram dias de glória e lamentações
Eu te dei abrigo quando você precisou
Te ergui quando caíste
Dei o meu ombro pra você chorar
Meu ouvido direito pra você murmurar
Fui guia, esteio
Aquela luz na escuridão
O amor cheio de fantasias
A paixão avassaladora
Fui o ontem, hoje, mas não serei o teu amanhã.

Eu chorei quando tive que chorar
Eu sofri quando tive que sofrer
Eu te dei todo o amor que existia dentro de mim
Eu sorri quando falaste que não me querias mais.

Peguei a primeira estrada
Sai sem destino certo
E descobri em outros braços
Que posso ser amada
Sem ser a única a retribuir
Que alguém deseja e quer olhar mais para mim.

Não há céu que não possa ficar estrelado
Em plena noite nublada
Saiba que há vida nos trilhos
Seguindo firme ao paraíso.

Eu sei que fui escrava do meu sentimento por ti
Mas me libertei naquela noite que olhaste nos meus olhos
E sem pensar no tempo vivido
Despejaste todos os vocábulos,
Arma vociferada que perfurou meu coração.

Eu chorei quando tive que chorar
Eu sofri quando tive que sofrer
Eu te dei todo o amor que existia dentro de mim
Eu sorri quando falaste que não me querias mais.

Porque sou assim, inteiramente, dona de mim. 
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