Postagens

Mostrando postagens de Maio, 2017

Dia do profissional de Letras

21 de maio, dia do profissional de Letras

Dizem: "para que estudar português? Se sou brasileiro, nasci no país que fala a Língua Portuguesa, então, já falo português". Mas, quem realmente conhece as redondilhas dessa dama, pode se encontar com sua formosura. Além de descobrir os seus vícios, sua conotação, denotação, como também os seus instantes de transitividade, ambiguidade e redundância. Enfim, é capaz de se apaixonar profundamente por suas frases, orações e períodos. Confesso que sou papel e tinta figurado nessa belíssima donzela, sim, por que não seria? Seus acordos com o tempo deixaram-na atemporal. Tão jovial que os mais de 500 anos deste país não foram capazes de se tornar moço feito ela. Deslumbrante a dançar entre normas, conceitos e situacionalidade. Ademais, quando lembro do seu cantar, do seu sorriso, percebo apenas prosódia e informalidade que me conduzem a hipérbole da sua natureza. Como bem trovadorava os menestréis em trovas de semânticas e sintaxe. Por fi…

Gaivota a voar, de Evandro Calafange de Andrade

Imagem
Gaivota a voar Evandro Calafange de Andrade
Quando tocas a minha suavidade Machuca-me! Tua mão é navalha que fere a minh’alma, Bisturi cortante da carne nua Que deixa marcas na cerração da madrugada.
Quando me olhas, visão de rapina, Deixa-me desnuda, Tira-me a honra, O fio da dignidade. Leva-me a culpa da vulgaridade. Fazes-me vão, corrimão, chão, Ser sem perdão.
Quando falas empoderando-se Tiras o meu direito, Tatua em meu rosto: deveres, Apaga-me do contexto social. Resta-me, então, o pó, Entrego-me, portanto, ao nó Que não desata, mata.
Sou, enfim, mel-fel, Sou céu-infiel, Sou tudo-nada, Sou a força, Jamais a singela lata Que chutas, amassas.
Sou a flor, o aroma, A sonoridade do ar, A fúria do mar, A beleza de uma noite de luar.
Por fim, não sou propriedade... Mas a pureza e a vitalidade da existência Não a extensão do ser: Você. Sou fugitiva do breu, Quem se põ