BBB17: Por que Emilly Araújo é merecedora de 1,5 milhão de reais?


Com a força do querer
Eu corro. Eu paro. Eu choro. Eu rio. Eu danço. Eu desço. Eu subo. Eu falo. Eu ouço. Eu canto. Eu grito. Eu sou o que tu não gostas. Sou o que eu gosto de ser. Sinto as emoções à flor da pele. Vivo intensamente cada segundo. Sofro sem a tua presença. Fico extremamente feliz ao teu lado. Sou menina, mulher, sou danada. Não aceito desaforos. Suporto as iras e engulo alguns sapos. Confesso que não são muitos. Jogo-me de cabeça, de olhos fechados. Entrego-me ao acaso, a situação, a história. Vivo, simplesmente.
Tudo isso poderia ter saído da boca da sister Emilly Araújo. Será que não saíram?
Dizem que o Big Brother Brasil é um programa da vida real. Por isso denominado de Reality Show, o show da vida. Mas não é o Fantástico que acabei de citar, o qual também é conhecido como o show da vida. Não! Pois há uma grande diferença entre os dois, ou seja, pode-se dizer que esta é definida da seguinte forma: um realmente narra os fatos da vida real, enquanto que o outro tenta replicar a vida real. Então, as histórias do BBB não são reais? De certa forma não, mas acredito que sim. Real para aquele universo no qual os participantes estão inseridos.
Tudo é tão intenso, grandioso, que custa acreditar ser realmente verdade de carne e osso. Talvez seja essa possibilidade do fantástico, maravilhoso que provoca o ódio, o amor sem medida, o fanatismo do gran público. A paixão sem medidas pelos participantes. Os quais são considerados marionetes nas mãos dos servos do gran irmão, pelos críticos de plantão.
Na visão de quem assiste, torce e vota para eliminar, para fazer Ele ou Ela campeão-mor no final, é uma grande manipulação da verdade.
Para a conclusão do público de quem é merecedor à vitória, muitas vezes são pautados em critérios simples: Quem mais se entregou? Quem mais foi verdadeiro? Quem falou o que o público queria ouvir naquela situação específica? Contudo, de certa forma é muito subjetivo. Há uma complexidade de fato. Apenas nos últimos momentos do derradeiro segundo que saberemos responder o porquê.
Partindo dessas afirmações, assim como das orações iniciais desse texto. Emilly seria a única das três a ser agraciada pelo montante de 1,5 milhão de reais. Ela se entregou de corpo e alma a cada segundo dentro da casa do BBB17. Não estou desmerecendo a presença de Vivian, a segunda ou uma real vitoriosa na noite de quinta-feira (13), mas ela apenas apareceu quando lhe convinha, agiu com cautela, talvez com medo de se expor demais, mas se ela não queria estar “nua” diante dos telespectadores, não deveria ter entrado no programa. A Ieda soube se impor sempre que o momento exigiu a sua presença ativa. Não teve medo se tornar “monstro”, a velhota odiada. Nem tanto ser a mãezona que os brothers e sisters clamavam. Atuou, jogou, fez-se presente a cada dia. Portanto, merecedora de um segundo lugar, não de um terceiro.
Por fim, eu me desnudo. Eu transo. Eu me rasgo. Entrego-me ao seu corpo. Digo bobagens. Apaixono-me. Viro piadas. Sou a própria piada. Desperto em tuas entranhas as emoções mais perversas, as mais belas que um ser humano pode sentir. Faço o meu adversário me proteger, acaricia-me, apoiar-me. Transformo sua forma de pensar, agir. Levo-te a refletir, discutir sobre o certo e o errado. Rever os teus ideias. Quais são as tuas convicções? Sou expansiva. Não tenho medidas. Ou sou as linhas tortas tão retas que alguém possa enxergar. Talvez Emilly se definisse assim.

Sendo assim, acredito no poder do querer dela, do fã-clube da menina-garota-moleca-mulher. Em sua grande vitória na final do BBB17. O que faz ficar mais que claro para quem é a minha torcida, a que time pertenço.    
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