Ô mulher!, de Evandro Calafange de Andrade

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Ô mulher!
Evandro Calafange de Andrade

Quero sentir o teu perfume,
Jardim de rosas sem espinhos,
Em noite cheia de aromas
Da chuva delicada caindo sobre a terra.

Tua pele aveludada convida-me a te admirar
Ouvir a tua voz em uma canção
Embaladora do ritmo do meu coração.

Quero ser... ter os teus carinhos
Nesta manhã de verão
Deixando o suor escorrer em meu corpo
Só para te esclarecer que sou Sol a te envolver.

Tua boca molhada me enlouquece
Deixe-me ir além... só para me jogar em teus prazeres,
Fazer parte de você a cada amanhecer.

Quero ser Lua em sua noite escura,
Em dias de chuvas torrenciais
Serei o teu cobertor em cada madrugada fria,
O seu copo de chocolate quente, parte de ti em um suspiro pleno.

Então, mulher, exclua do teu vocabulário o NÃO
Dei-me a tua mão sem olhar para trás,
Pois partiremos ao paraíso neste amor de solidez.

Sou tua pele nua,
Sou o toque das tuas mãos trêmulas,
As carícias embaixo dos lençóis quentes,
A fervura do teu sangue gritante em ciclovias...

Ô Mulher!
Transforma os teus medos em amor
Aprisione ou mate essas lágrimas que brigam com o teu olhar
E me veja, amor, te esperando aqui no altar.
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