O alvo, de Evandro Calafange de Andrade






O alvo
Evandro Calafange de Andrade

Olhaste para mim
B-a-l-a
Riste com um sorriso límpido, suave, honesto
Ba-la
Estendeste a tua mão a mim
baLA
Viste que não te conheço?
BALA
Sabes que não tolero pessoas assim
Tipo assim como você é: amigável
Saibas que eu sou o que sou
Se vacilar, roubo-te!
Pego o que não é meu
Esta é vida proporcionada ao meu SER
Pois o meio me fez assim
O homem o transformou.
Hoje estou BALA
Que ceifa o teu ar
Não peço licença,
Nem a tua bênção
Quero só pensar em mim
Jamais em ti
Por que cogitaria essa possibilidade?
Sou primeira pessoa do discurso
E tu és o alvo dessa bala social
Compreendas!
Afinal, tudo tem princípio, meio e fim.
Sendo assim, enfim,
Está aqui, portanto, a concretização
A bala embala a violência em meu fim.”
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