Conjecturas, de Evandro Calafange de Andrade

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Conjecturas
Evandro Calafange de Andrade

Não era para ser você,
mas cada segundo contigo
fez de mim uma pessoa bem melhor.
Proporcionou-me abrir os olhos e ver
o que não conseguia enxergar em dias nebulosos.
Agora, pergunto-te:
Como esquecer daquele carnaval?
O teu sorriso no rosto,
a luminosidade explosiva do seu requebrado.
Tu, tão brasileira, deixou-me exilado em teus artifícios...
despertando a minha insana memória.
Lembro muito bem do estremecer do meu corpo
a cada toque suave teu.
O teu beijo aqueceu minh'alma.
Levitou-me ao gozo da vida boêmia.
Consagrou-me o escriba esmero do meu destino.
Pena que cada linha incansavelmente
pensada – folha rasgada pela imperfeição.
Traçada – em busca de uma gramática capaz de te descrever de fato.
Rascunhada – percepção de um relato desestruturado.
tracejada em frases, orações e períodos,
vírgulas, ponto e vírgula,
distintas pontuações. Enfim,
até conjecturar um ponto final.
Impedindo-me de verbalizar VOCÊ.
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