Métodos Hermenêuticos em sala de aula

A APLICAÇÃO DOS MÉTODOS HERMENÊUTICOS NA SALA DE AULA COMO UM PROCESSO FACILITADOR DA APRENDIZAGEM INTERPRETATIVA DE TEXTO

INTRODUÇÃO

Este trabalho procura apresentar reflexões a partir de pesquisas conceituais do estudo e da aplicabilidade da hermenêutica como um processo facilitador da compreensão textual e aprendizagem de métodos hermenêuticos de interpretação textual, além da importância desta no âmbito escolar. Ele tem como subsídio Artigos Científicos e teorias bibliográficas sobre aprendizagem e métodos de interpretação de texto através dos conceitos e estudos da hermenêutica em diversos campos de análise textual, também discute a seguinte problemática: a aplicabilidade de métodos hermenêuticos de interpretação textual na escola favorecerá aos alunos um aumento no rendimento escolar?

No entanto, sabe-se que aplicar técnicas de leitura e interpretação são de suma relevância para a aprendizagem dos alunos. Principalmente se os textos trabalhados e as técnicas aplicadas em sala de aula levem o discente a compreender melhor os enunciados de questões complexas das avaliações escolares. Apesar de saber, também, que o estudo de interpretação textual mediante métodos possa ser complexo para alguns alunos do ensino fundamental I e II. Contudo, é fundamental utilizar inicialmente textos de curta extensão e com uma linguagem mais acessível ao grupo de estudantes envolvidos na atividade.

Em suma, o trabalho procura descrever, através de estudos bibliográficos, acerca da reflexão de uma interação otimizada entre o estudo de interpretação textual e a aplicabilidade de métodos hermenêuticos de interpretação, sem que a aprendizagem da compreensão textual venha perder sua especificidade, assim como os processos aplicados. O nível de compreensão dos discentes sobre as técnicas de análise de textos e das necessidades dos educandos em processar a leitura e interpretá-la, como também, de compreensão da língua materna como instrumento de iniciação do desenvolvimento intelectual para que assim eles possam chegar às devidas interpretações, mediante os métodos hermenêuticos propostos em atividades escolares. Sem deixar de lado o desenvolvimento do domínio na formulação do pensamento dos alunos. Algo extremamente importante para o ensino e a aprendizagem destes.

CONCEITUANDO A HERMENÊUTICA

A hermenêutica estuda a teoria da interpretação, engloba tanto à arte da interpretação como a teoria e o treino de interpretação. Nas áreas da literatura, religião e direito estuda-se a interpretação de textos escritos. A hermenêutica bíblica moderna, além dos textos escritos, dedica-se a estudar todo o processo interpretativo, as formas verbais e não verbais de comunicação, como: proposições, pressupostos, o significado, a filosofia da língua e a semiótica. Enquanto que a filosofia se refere à teoria do conhecimento de Hans-Georg Gadamer, assim como, de Paul Ricoeur. Portanto, o estudo da hermenêutica leva o indivíduo a analisar textos com foco na explicação coerente. Ou seja, refere-se a métodos e vertentes de estudo da interpretação textual e da língua.

Contudo, compreende-se o estudo da hermenêutica, termo de origem grega, como o processo da interpretação de textos. Na área bíblica, dar-se-á a compreensão do sentido das palavras de Deus. Assim como nas demais áreas: a filosofia e a jurídica, cada uma com o seu significado e propósito.

Hermenêutica bíblica

É o processo que tem como propósito o estudo dos princípios da interpretação da Bíblia. A obtenção de estudo e interpretação durante o cristianismo deu-se através da exegese. A hermenêutica bíblica também se utiliza de outros princípios, como a jurídica que segue o princípio da inegabilidade do ponto de partida e a proibição do “non liquet”. Todavia o objetivo da hermenêutica bíblica é o de descobrir a intenção original do autor bíblico mediante textos da Bíblia. No entanto, a distância de tempo, as diferenças de idioma (hebraico, aramaico e grego), as diferenças culturais e costumes, criam uma separação entre os atuais leitores dos autores originais da Bíblia, propiciando uma barreira para a compreensão dos escritos sagrados.

Hermenêutica jurídica

Enquanto que a hermenêutica jurídica se refere à interpretação do “espírito da lei”, das finalidades de quando foi criada. No âmbito da área do Direito, ela é entendida como um conjunto de interpretação consagrado. Apesar do objetivo da interpretação está centrado na norma, não fica só limitado a ela, assim, perpassa, também, pela interpretação do ordamento jurídico, da lei positiva, princípios.

Hermenêutica filosófica

É o tipo da compreensão de si que tem a pessoa. Portanto a interpretação não tem apenas um sentido cognitivo ou histórico, mas prático e normativo, de acordo com o filósofo Gadamer.

Sabe-se, portanto, que a interpretação não só deve entender-se como atividade específica, ou técnica, mas como um método de trabalho, como também uma atividade filosófica global, uma modalidade constitutiva do ser humano, ou seja, como o modo próprio pelo qual o homem permite-se a entrar em contato com o mundo interno e externo.

Assim, a hermenêutica filosófica tem como objetivo a explicação das implicações à filosofia prática, à filosofia das ciências humanas, à dialética e ontologia. O qual parte do estudo das teorias morais.

Métodos da Hermenêutica

De acordo com Souza e Santana (s.d), o estudo da hermenêutica tem como base cinco métodos que conduz o processo de interpretação textual, o passo a passo que tem como principal objetivo o alcance de resultado. São: a) método analítico, utilizado nos estudos pormenorizados com anotações de detalhes; b) método sintético, utilizado no estudo que abordam cada livro como uma unidade inteira e procura o seu sentido como um todo; c) método temático, utilizado para estudar um livro com um assunto específico; d) método biográfico de estudo da Bíblia, sonda o caráter das pessoas que o Espírito Santo colocou na Bíblia, e aprende sobre a vida. É dividido em duas etapas: estudo biográfico básico e estudo biográfico avançado; e) método de estudo indutivo, está baseado na convicção de que o Espírito Santo ilumina a quem examina as escrituras com sinceridade.

Tomando como base significante para a aprendizagem dos indivíduos, esses métodos hermenêuticos de interpretação textual, que nós questionamos por que eles não são utilizados em sala de aula em prol da aprendizagem dos nossos jovens. Sabe-se que hoje nossos alunos encontram-se com um rendimento escolar baixíssimo. E podemos atribuir esse índice negativo ao déficit na interpretação de textos. O profissional de educação que trabalha no ensino fundamental e médio na área de linguagem sabe que isso é um fato. Nossos jovens leem mais não sabem o que estão lendo. Alguns não tem a competência de entender um enunciado simples das questões avaliativas aplicadas em sala de aula. Então, por que não adotarmos esses métodos da hermenêutica que já são aplicados nos estudos religiosos, jurídicos e filosóficos. Afinal o papel do professor é proporcionar aos discentes um ensino de qualidade. Que estes saiam da escola com competências e habilidades essenciais para serem aplicados tanto na vida pessoal como, principalmente, na profissional. 

HERMENÊUTICA NA EDUCAÇÃO

A hermenêutica filosófica desenvolvida por Hans-George Gadamer não se constituía como um método de interpretação de textos, nem como um conjunto de técnicas de interpretação que conduz o intérprete a conhecer o sentido de um texto. Mas consistia “numa abordagem filosófica de postura interpretativa e compreensiva de texto/tradição em seu próprio horizonte de sentido.” (MIRANDA, 2013).
           
Ao interpretar um texto, o intérprete depara-se com diversos horizontes de sentidos, passa a lidar com novos textos, discursos e vocabulários, dar início a uma relação com interlocutor desconhecido e mantém parcerias em debates. Todavia estes são acontecimentos desestabilizadores pelo fato de não ser enquadrados nos conceitos previamente construídos. De certa forma, essas situações conduzem o intérprete a questionar as suas certezas, a duvidar dos preconceitos e juízos. Logo, o processo de interpretação faz surgir indagações: Como compreender o outro a partir dele mesmo? Que perguntas ele me faz? Em que horizonte histórico-cultural se situa seu discurso? Que tradição fala por meio do seu dizer? Que sentido ele transmite? Que linguagem o outro habita? Portanto, é partindo destas indagações que se dará o jogo de diálogo e interpretação. Pois a pergunta abre a possibilidade de ouvir o outro. Todavia, a compreensão do sentido da pergunta é o desencadeamento do processo de interpretação. Porque é a pergunta que abre o processo de compreensão ao horizonte do outro, do desconhecido, bem como as perspectivas do intérprete. Entretanto, não há um método que possa ensinar/conduzir o intérprete a desenvolver o exercício da pergunta e de como proceder no direcionamento do diálogo.

Sabe-se que nós atribuímos um significado às nossas vivências mediante um processo de construção de nossa biografia individual. Assim, podemos nos conhecer através de objetos e fotos de nossa infância quando os olhamos. Esse processo também nos permite a estabelecer uma conexão entre a vivência individual e a existência coletiva. Portanto, passamos a compreender os outros da mesma forma com que compreendemos e interpretamos as nossas próprias vivências.

Assim, a hermenêutica é um processo que leva, por exemplo, o educador a se manifestar e a compreender como funciona o seu direito. Como oferecer o ensino de qualidade, participar de formação continuada, obter um ambiente de trabalho adequado, entre outros.

Entretanto, o estudo dos métodos hermenêuticos não faz milagre, mas é capaz de conduzir o indivíduo a obter um novo olhar para a realidade, para as suas atividades profissionais, para os seus direitos. Esses métodos tanto são fundamentais para a vida dos professores como para a vida dos alunos. Se o profissional precisa compreender os seus diretos, os estudantes também. Só assim eles poderão lutar por uma escola que realmente ofereça uma educação de qualidade, assim como um excelente ambiente de trabalho. Mas também devemos enfatizar que é importante saber dos deveres de cada um em prol desta qualidade no ambiente de trabalho e no processo de ensino-aprendizagem.

Contudo, podemos afirmar que a maior contribuição que a hermenêutica pode proporcionar à escola é a melhoria da aprendizagem. Através dos métodos hermenêuticos o professor pode encaminhar os alunos para um estudo de interpretação de texto com eficiência e eficácia.  

A hermenêutica em prática

Considerando a hermenêutica como um processo ou método eficaz de interpretação de textos literários, bíblicos, jurídicos e filosóficos. Pode-se afirmar que este método hermenêutico posto em prática em sala de aula, possa possibilitar aos educandos uma compreensão textual que os conduza a uma aprendizagem de qualidade. Dessa forma eliminando o distanciamento entre o leitor e o autor. Partindo da prática natural da arte de interpretar até a empregabilidade de métodos de compreensão de textos. Assim os discentes terão uma compreensão coesa e coerente do texto.                  

Por mais que o estudo de compreensão e interpretação de texto seja considerado complexo. Deve-se tomar como partida a compreensão de que o texto exige conhecimento de várias naturezas, que ele tem unidade semântica e formal, e que é a ocorrência linguística, na modalidade escrita, de qualquer extensão, dotada de significação.     

Portanto, para uma boa interpretação textual, deve-se ler todo o texto, procurando obter uma visão geral do assunto tratado neste; as palavras desconhecidas encontradas no corpo do texto, não deve ser motivos para a interrupção da leitura; pois é de suma importância uma boa leitura (ler, ler bem, ler profundamente), ou seja, ler o texto pelo menos duas vezes; assim como inferir e voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; não permita que suas ideias prevaleçam sobre as do autor; além disso, é importante fragmentar o texto (parágrafo, partes) para melhor compreendê-lo; devemos ainda verificar, com atenção e cuidado, o enunciando das questões; todavia temos que ter consciência de que o autor defende ideias e devemos percebê-las durante a nossa leitura do texto dele.

Compreende-se, também, o ato de interpretar como sendo a capacidade de identificar os elementos fundamentais de uma argumentação, de um processo, de uma época, levando em conta os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo no corpo do texto; de comparar as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações presentes no texto; de comentar o conteúdo abordado com uma realidade, opinando a repeito, de resumir as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo; e por fim, parafrasear, ou seja, reescrever o texto com outras palavras. Portanto a interpretação textual tem como objetivo a identificação das ideias principais do autor. A partir daí, deve-se localizar as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento dos questionamentos apresentados em atividades avaliativas em sala de aula, propostas pelo professor.

Outra forma de interpretação, é a aplicação de métodos de interpretar textos com base nos estudos da hermenêutica. Assim, a partir de métodos gramaticais pode-se buscar o sentido literal ou textual da redação; o sistemático nos conduz a buscar a correlação de todos os dispositivos normativos de um texto, porque só podemos elucidar a interpretação a partir do conhecimento do todo, não podemos interpretar um texto em “tiras” e sim como um todo; no histórico a consistência é pela busca dos antecedentes remotos e imediatos que interfere, no processo de interpretação do texto. Para termos um entendimento do sentido atual precisamos entender o “passado” dos fatos desenvolvidos na redação. Através do método sociológico podemos adaptar os acontecimentos narrados no texto, por exemplo, à realidade social. Pois este método busca a afetividade, a eficácia social para que não se abra um abismo entre a norma e conjunto dos fatos sociais. Já o teleológico ou finalista presa pela busca da realização da finalidade das normas textuais, muitas vezes superando a realidade descrita nelas. A interpretação teleológica se desenvolve tudo sobre os princípios vocabular.

Há também métodos da nova hermenêutica textual, que não excluem os anteriores, mas enfatizam que as normas devem estar sempre em processo de evolução juntamente com a sociedade. Partindo desse princípio, surgem os seguintes métodos: tópico-problemático que tem um estilo de pensamento voltado para a busca prioritária do exame do caso concreto, para só então escolher uma das opções interpretativas, e posteriormente chegar a uma fundamentação da sua decisão; o hermenêutico-concretizador visa o papel do intérprete como construtivo, ativo no desenvolvimento do processo hermenêutico. Tendo como foco principal a pré-compreensão – conjunto de valores, visão de mundo, crenças que o intérprete incorpora na sua própria consciência dentro de seu espaço interpretador, mergulhando numa cultura, num conjunto de valores em um dado contexto histórico-cultural; enquanto que o científico-espiritual busca potencializar a concretização de soluções hermenêuticas conciliatórias, sugere incentivar a busca de soluções que possam promover a coesão político-social; já o método normativo-estrutural tem como ideia principal o conceito de norma textual como um conceito muito mais amplo, sendo capaz de ser visualizada sobre uma dúplice perspectiva: a) programa normativo – concretiza o texto como um produto da interpretação, sendo uma atividade mediadora e concretizadora de finalidades e b) norma textual com âmbito normativo. Tem como base a ideia de que o intérprete tem o direito de não aceitar a persuasão perpetuada através das ideias, opiniões, argumentações do autor do texto. Que o leitor-intérprete possa tirar as suas próprias conclusões. Que ele possa se conduzir através das suas próprias perspectivas e induções, ou seja, da sua apreensão do texto e da formulação de pensamentos e argumentos geradas pela sua interpretação pessoal e de acordo com a sua visão sociocomunicativa.

Todavia o desenvolvimento desses novos métodos de interpretação justifica o ato interpretativo como algo singularizado, porque as normas textuais possuem uma abertura (coloquialidade) muito significativa, aplicando a abertura semântica, convidando o intérprete a achar o sentido que mais se adeque a cada situação específica. Assim podemos afirmar que a interpretação textual é um ato individual e específico. Mas, todavia, há um fio condutor que conduz as formas de interpretação para uma compreensão de senso-comum, por mais que haja particularidades por parte dos intérpretes.

Assim, todos e quaisquer métodos/técnicas adotadas como metodologia de ensino devem ser adaptados à realidade de cada turma. Os métodos hermenêuticos de interpretação textual apresentados anteriormente podem ser eficazes na área literária, filosófica, religiosa e jurídica, mas possam ser que não seja nas aulas de Língua Portuguesa ou nas aulas de disciplinas afins. Afinal cada um tem o seu público específico. Portanto, deve-se analisar quais métodos poderão ser aplicados nas turmas de ensino fundamental e médio. Quais devem ser adaptados a linguagem e a realidade sociocomunicativa da turma. Sabe-se que um plano de aula e suas metodologias são processos abertos, pois estão sempre em modificações, em ajustes. Pode-se até afirmar que eles são processos que estão sempre em mutação; assim, “seres vivos” que vão se adaptando ao ambiente e aos indivíduos, os quais passam a ter contato com eles.

 MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

Este trabalho de pesquisa tem como foco enfatizar a importância dos métodos hermenêuticos de interpretação textual em sala de aula, como um processo eficiente e eficaz na melhoria de desempenho dos alunos nos estudos das disciplinas pedagógicas. Para a aplicabilidade destes métodos, o professor deve observar o desempenho da turma durantes as atividades propostas em sala de aula e pôr em prática cada um deles no decorrer dos dias letivos. Desta forma, poderá evidenciar as dificuldades dos discentes no estudo de compreensão textual por não ter o domínio da leitura e da interpretação textual, assim como na formulação do pensamento, principalmente na utilização de uma linguagem formal culta.

Partindo do princípio que a compreensão de texto e/ou enunciados das questões de atividades propostas em sala de aula é de suma importância para o desenvolvimento do conhecimento do educando no âmbito escolar; o professor pode planejar as aulas de estudo textual de tipologia diversa, utilizando-se das construções e normas dos textos para desenvolver a interpretação textual; proporcionando, portanto, aos alunos um processo de ensino-aprendizagem diferenciado e que propicie melhoras das situações caóticas que se encontra a educação brasileira.

Considera-se, então, que o domínio de técnica de leitura, assim como os métodos hermenêuticos de interpretação textual, é fundamental para se chegar a análise textual. Todavia, dominar a língua vernácula é de suma relevância, principalmente ter o domínio de compreensão do texto lido, seja no ambiente escolar ou no profissional. No entanto, o que podemos constatar é que há uma alarmante deficiência nessa área, tanto por parte dos estudantes como dos profissionais que precisam ler e compreender textos técnicos. Ou seja, a compreensão textual deve ser um dos focos das escolas. Não só nas aulas de Língua Portuguesa, mas nas demais disciplinas pedagógicas. Afinal, quem não sabe interpretar textos não terá habilidades e capacidade suficiente para compreender, por exemplo, um problema matemático. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS  

Observou-se, durante todo o processo de pesquisa e construção textual deste trabalho, que a aplicação de métodos que facilite a interpretação de texto ou que conduza o compreender o que está lendo, é de suma importância para o processo de ensino e aprendizagem dos discentes, principalmente no ensino fundamental dos anos iniciais e finais. Pois o alunado lê mas não consegue interpretar, em alguns casos, o que a questão está pedindo ou do que se trata o texto em estudo. O que acaba deixando o ensino da gramática, da interpretação textual e da produção de texto, por exemplo, algo difícil de ser administrado em sala de aula. Como também, o distanciamento do estudo da disciplina acerca da realidade do aluno, o que também contribui para o baixo desempenho desta.

Após identificar a importância dos métodos da hermenêutica no ambiente escolar, foram selecionados os métodos de maior relevância para pôr em prática em sala de aula, principalmente durante o estudo gramatical, interpretação textual e produção de texto. Pois são métodos já aplicados em outros campos de estudo, como na área jurídica, literária, religiosa e filosófica, como norteadores para a interpretação de textos constitucionais, históricos e das próprias atitudes do ser humano.

Portanto, pode-se constatar que a hermenêutica pode favorecer aos alunos um aumento significativo em sua aprendizagem, já que é fundamental a interpretação textual para qualquer campo de estudo disciplinar. Saber compreender o que se ler ou o que se escreve é essencial para o estudo de qualquer área, principalmente no estudo de textos das aulas de Língua Portuguesa, assim como nas de Matemática, quando o aluno se depara com problemas matemáticos.

Em suma, pode-se chegar a uma conclusão que, a partir da aplicabilidade de métodos hermenêutico de interpretação de textos durantes as aulas, principalmente, de Língua Portuguesa, podemos obter um índice significativo no rendimento escolar se o docente observar as dificuldades e desenvolver técnicas para solucioná-las. Afinal, a instituição educacional não ficou só para transmitir os conceitos curriculares das disciplinas pedagógicas. Mas também para encontrar caminhos através de atividades práticas eficientes e eficazes para facilitar a aprendizagem dos discentes, como também, proporcionar um conhecimento para a vida do aluno, sem esquecer a realidade de cada um e o tempo de aprendizagem deles. Em hipótese alguma podemos deixar de lado as contribuições do conhecimento de mundo trazido pelos textos, no caso deste trabalho, a aplicação dos métodos hermenêuticos na sala de aula como um processo facilitador da aprendizagem interpretativa de texto, assim como por cada aluno para o ambiente escolar.

REFERÊNCIAS

1.       FERNANDEZ, Atahualpa. Hermenêutica filosófica e interpretação jurídica: por uma consciência do cérebro. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XVI, n. 113, jun 2013. Disponível em:  http://ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=13237&revista_caderno=15 Acesso em: 16 março 2014.

2.       HERMENÊUTICA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermen%C3%AAutica Acesso em: 16 março 2014.

3.       HERMENÊUTICA BÍBLICA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermen%C3%AAutica_b%C3%ADblica Acesso em: 16 março 2014.

4.       HERMENÊUTICA JURÍDICA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hermen%C3%AAutica_jur%C3%ADdica Acesso em: 16 março 2014.

5.       HERMENÊUTICA e interpretação constitucional: métodos e princípios. Disponível em: http://www.coladaweb.com/direito/hermeneutica-e-interpretacao-constitucional-metodos-e-principios Acesso em: 27 março 2014.

6.       MIRANDA, José Valdinei Albuquerque. Hermenêutica e educação: o lugar do intérprete e o diálogo com o texto/tradição. Revista do Difere. ISSN 2179 6505, v.8, n.5, jun/2013. Disponível em: http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&cad=rja&uact=8&ved=0CE8QFjAD&url=http%3A%2F%2Fwww.artificios.ufpa.br%2FArtigos%2FDossi%25C3%25AA%2520Valdinei.pdf&ei=FsclU6DOA8fbkQeq-ICgCw&usg=AFQjCNHFh5paf-rqexKcOKyQF7XiYb-fpw&sig2=1y31_nbJhCH7fVzme3icvg&bvm=bv.62922401,d.eW0 Acesso em: 16 março 2014.

7.       SILVA, Josué Cândido da. Hermenêutica: a arte de interpretar o sentido da palavra do autor. Especial para a página 3 Pedagogia & Comunicação, 25/04/2007. Disponível em: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/hermeneutica-a-arte-de-interpretar-o-sentido-da-palavra-do-autor.htm Acesso em: 16 março 2014.


9.       SOUZA, Gisllayne Rufino. A educação na hermenêutica do século XXI. Patos-PB, 2013. Disponível em:  http://meuartigo.brasilescola.com/educacao/a-educacao-na-hermeneutica-seculo-xxi.htm Acesso em: 23 março 2014.


10.    SOUZA, Natanael Nogueira; SANTANA, Kleber Paulo. Hermenêutica, a arte da interpretação honesta e honrada, da Bíblia [s.n.t.]. Disponível em: http://solascriptura-tt.org/Ide/Hermeneutica-Souza-Santana.htm Acesso em: 23 março 2014.
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