A Regra do Jogo, novela de João Emanuel Carneiro – Análise


A Regra do Jogo, novela de João Emanuel Carneiro – Análise

Por Evandro Calafange

            Antes da estreia da nova novela das 9h, que está sendo exibida praticamente às 10h, após declínios na audiência, falavam-se muito mal de Babilônia e tratavam a nova produção Global como a salvadora da audiência do horário nobre. Mas o que estamos vendo é uma trama bem morna.
            O primeiro capítulo da novela foi empolgante, principalmente para mim, a estreia veio com um ar de seriado americano, tudo acontecia ao mesmo tempo, foi bem dinâmico, parecia um telefilme. O que me fez ficar ligado para saber o que vinha pela frente. No dia seguinte, tive a impressão de que o dia anterior tinha sido o final de A Regra do jogo.
            No entanto, a partir do segundo capítulo já se notou a pasmaceira que a trama nos proporcionaria. As coisas estão demorando para acontecer. Há núcleos bem confusos e sem graça. Na verdade, não há nenhuma história que possa cativar o grande público. Se eu fosse o autor, já saia matando pelo menos uma meia dúzia de personagens e criava o mistério: quem é o assassino. (Risos)
            Brincadeiras à parte, Babilônia teve a sorte de contar com a trama do núcleo de Laís e Rafael, assim como, o de Noberto, Clóvis e Valeska. Já que o central era uma desordem só. E no final, ainda teve o romance de Sérgio e Ivan que deu novos ares a trama.
            O personagem de Alexandre Nero em A Regra do Jogo está bem aquém do fenômeno Comendador José Alfredo de Medeiros, de Império. A grande vilã da trama Atena, de Giovanna Antonelli não chega nem ao rastro da Carminha de Avenida Brasil, nem da antagonista vivida pela atriz em Pecado Capital. Até a Leona, de Carolina Dieckmann, marcou história na teledramaturgia brasileira. E não podia deixar de mencionar o papel interpretado por Giovanna em Em Família, novela de Manuel Carlos. A personagem Clara era bem mais interessante do que a vilã Leona, o seu atual personagem na TV.
            Falando em novelas antecessoras de João Emanuel Carneiro, A Regra do Jogo está bem atrás, até este momento, de Avenida Brasil, A Favorita, Da Cor do Pecado, e acho que um passo à frente de Cabras e Lagartos. Até A Cura empolgou bem mais que estes primeiros capítulos de A Regra do Jogo.
            O que falta? Um núcleo salvador, personagens queridos pelo público, um romance que leve o telespectador torcer por um final feliz.
            Esperamos que João Emanuel Carneiro encontre esse personagem ou essa história em sua novela. Assim como, a “mocinha” nada convencional Niko, vivido por Thiago Fragaso em Amor à vida que entrou para salvar o enredo, pelo menos no que compete ao romance. Um personagem tão forte que fez o vilão Félix, de Mateus Solano, ter a sua redenção no final da trama.
            Por conseguinte, não custa nada continuar acompanhando o desenrolar das histórias dos personagens de A Regra do jogo para vermos aonde vai dar.



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