Homenagem aos pais e pães - mães que "são" pais.

Pai
(Evandro Calafange de Andrade)

A primeira luz que vi,
Foi a luz dos olhos teus.
Os toques que nunca esqueci,
Foram os toques de carinho teus.
As palavras que me feriram,
E aquelas que acariciaram o meu coração,
Foram as provindas da tua voz.

O amor infinito-incondicional
Sei que sempre receberei de ti
Por mais que a distância esteja entre a gente
Sei que você estará perto de mim.

Afinal, desde que nasci
Quem cuidou do meu bem-estar
Quem me incentivou
Quem me conduziu a seguir,
A trilhar,
A caminhar
Os caminhos certos,
Foi sempre você.

Quando sorri, foi você quem se emocionou
Quando chorei, foi você quem me consolou
Quando cai, foi você quem me levantou
Quando me feri, foi você quem cuidou de mim
Quando cheguei tarde, foi você quem eu vi a me esperar.

Às vezes que você gritou comigo,
Chorou escondido
Arrependido
Pediu perdão
Por mais que não ouviste a minha voz.

Às vezes que retruquei os teus conselhos
Foi a imaturidade que tomou conta de mim
Mas quando percebi que estava errado
Você me apoiou e jamais falou
Que havia me avisado.

Quando vi o meu filho
Olhar-me pela primeira vez
Compreendi todos os sentimentos
Que você sentira com a minha existência,
E revivi tudo,
Durante o percurso de uma lágrima.

Agora, espero ser um terço para ele
O que foste para mim, pai.
E a frase, que nesse momento posso
Verbalizar do fundo das minhas entranhas, é:
“Obrigado por ser uma constante em meu viver”.


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