O educador da geração y X discentes da geração z




O educador da geração y X discentes da geração z

O educador do século XXI é o profissional que deve estar inserido em um universo tecnológico e capacitado para trabalhar a diversidade no ambiente escolar. Afinal, os discentes deste século pertencem a geração z. Logo, as pessoas nascidas na década de 90 até o ano de 2010, após o grande “boom” das criações de aparelhos tecnológicos, e estão familiarizadas com a World Wibe Web. De certa forma, podemos dizer que elas nasceram “digitais”, ou seja, são nativos digitais. Portanto, faz-se necessário a inclusão da era digital no universo escolar dos alunos. Desta forma, trazemos a mente destes jovens para a sala de aula, além dos seus corpos, os quais estão ocupando um espaço físico: a cadeira escolar. 

E sobre as definições sociológicas das gerações de pessoas nascidas em um determinado período, podemos relatar que

Os Baby boomers, são os filhos da Grande geração geração silenciosa, sendo pessoas nascidas nos 40 e 50 até o início dos anos 60. Já a Geração X são as pessoas nascidas nas décadas de 1960 1970. Já a Geração Y são pessoas nascidas entre 1977/78 e nos anos 80 até meados dos 90. Já a Geração Z são os indivíduos nascidos por volta de meados dos anos 1990 e Década de 2000 em diante.
Fonte: Disponível em: Ahttp://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Z. Acesso em: 2 de maio de 2015.

Sabe-se que o espaço educacional é multicultural. Também, que esta geração são adeptos do zapear, tendo várias opções, entre canais de televisão, internet, videogame, telefone smart e MP5 Players. Além disso, essa geração está adepta a socialização em grupos; para esses jovens, trabalhar teorias de forma compartilhada é bem mais proveitoso e facilita o desenvolvimento intelectual. Devemos compreender também que há diversos perfis de alunos circulando na escola, os quais estão inseridos em diversos fatores, como: cultura, etnia, religião e sexualidade. Todavia, nós, docentes, temos que discutir, trabalhar e despertar um novo olhar em nossos alunos a respeito das diferenças em nosso meio, para que possam ter uma visão do outro sem preconceito e fazê-los entender que há um leque de diversidade em nossa sociedade.

E assim, passamos a inserir no âmbito escolar, especialmente, na sala de aula, a cidadania. Pois, a escola não é um lugar fora do contexto social, mas uma extensão do ambiente externo. E um recurso que pode auxiliar o educador nessa atividade é a tecnologia.

Esse ambiente, além de multicultural, também é um espaço onde há pessoas conectadas quase que 24 horas ao dia. E os educadores não podem ignorar essa realidade. Simplesmente, fingir que o universo digital não existe. Portanto, a tecnologia faz parte da escola e esta deve encontrar meios para pôr em prática, afinal, o aluno pode aprender geografia jogando Minecraft, como diversos outros games. Pois, games educacionais já são realidades em muitos espaços de ensino.

No entanto, o uso desta e de outras ferramentas digitais, aparelhos e ambientes virtuais, como o game Second Life, sites e redes sociais em prol do ensino, devem ser trabalhados com novos conceitos e finalidades. Desta forma, possibilitaremos aos nossos alunos a percepção de uma nova forma de manipular esses recursos, mediante a orientação e mediação do educador. De tal maneira, que a tecnologia seja uma peça, também essencial, do processo de ensino e aprendizagem.

Para obter êxito da metodologia auxiliada pela tecnologia em sala de aula, deve-se planejar, traçar objetivos, recursos, métodos, hipótese, propósito a alcançar e o que pretende avaliar.

Temos consciência, educadores ativos em sala de aulas presenciais, do quão é árdua o dia a dia como professor. Motivar os nossos alunos não é uma tarefa fácil, pois nada parece do agrado dos educandos. Mas se pensarmos que ficar sentado quatro horas ou mais ouvindo teoria, chegaremos a conclusão de que não é nada fácil também, e se formos mais além, concluiremos que muitos educadores não suportarão ficar sentado em uma cadeira de instituição de ensino superior por mais quatro ou mais anos; por isso, o crescente índice de graduados fazendo um curso em plataforma online de ensino, além da busca por capacitação a distância com duração de no máximo 20 dias. Por fim, segundo estudiosos, os alunos aprendem mais quando ouvem, veem e praticam. Ou seja, a explicação do professor, a exibição de um material visual interessante e a prática da teoria são itens essenciais para o sucesso do processo da aprendizagem.

Por conseguinte, penso que o educador do século XXI está “cheio” de caminhos a serem trilhados, seja no âmbito da tecnologia ou no desafio proposto pela diversidade e/ou pelo multiculturalismo na escola. Portanto, os professores devem “desenhar” e desenvolver um perfil adequado aos nossos alunos da geração z. E pôr fim a esse “conflito” de geração y X z para que o processo de ensino e aprendizagem passe a ser real e não um faz de conta. Como acontece hoje em boa parte das escolas do Brasil. Não é à toa que temos na atualidade um número alarmante de analfabetos funcionais, e em contrapartida, um crescente índice de alfabetizados digitais. Afinal, a aprendizagem é uma rota de mão dupla. Logo, não existe uma via única para a mediação do conhecimento. Ademais, o saber é o que importa. E por qual trilha seguir ao certo, ninguém sabe, mas que devemos buscá-la.

Por Evandro Calafange de Andrade
Especialista em Pedagogia Empresarial Estratégica e em Gestão Escolar.





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