Entrevista com Evandro Calafange, autor do livro "As Crônicas do Sacro"

 
ENTREVISTA COM O ESCRITOR EVANDRO CALAFANGE DE ANDRADE DE “AS CRÔNICAS DO SACRO”.

O Blog já havia postado o ano passado o link e fez um post com o resumo do livro. Hoje trazemos para você uma entrevista bem descolada com o escritor desta estória fascinante. Para mim, sim. Acho que para os amantes de uma boa literatura de suspense, drama, ação e romance, também.

Antes de mais nada, quero saber do Senhor sobre estas “profissões” todas que estão sempre presentes nos seus perfis das redes sociais. Você exerce todas elas?
Primeiramente, pode me chamar de você. Senhor é muito formal. Exercer todas, não. Sou professor de Língua Portuguesa em duas Escolas particulares da cidade do Natal. E apaixonado pelo o universo da literatura, dos escribas. Então, escrevo quando eu estou com tempo livre. Para você ter ideia, ao término de “As Crônicas do Sacro” dei início a outro livro, mas ainda não consegui terminá-lo. Há outro também em fase de finalização. No entanto, falta-me tempo para os dois. As Escolas estão tendo a minha total atenção, exclusivamente.

Estas duas outras obras em fase de finalização são com a mesma temática de “As Crônicas do Sacro”?
Não. Uma é sobre um Serial Killer. (risos) Na verdade não era. Mas acabou se tornando uma história de um assassino em série. A outra é sobre uma linda história de amor entre dois casais de adolescente que perdura por quase uma vida toda. Contudo a maior lição desta história não é esse amor quase incondicional entre os dois em várias fases da vida deles. Mas sobre as nossas escolhas tardias. “Demorar demais para escolher o caminho certo para trilhar, pode ser tarde demais para percorrê-lo.” (sic)

Como assim, se tornou uma história de um Serial Killer?
No início era uma trama sobre a vida de um professor estagiário. Queria transcrever um pouco desse meu universo. Pois passei uma boa parte da minha vida profissional docente como estagiário. Mas estava muito sem graça. Não havia emoção, conflito suficiente para atrair o leitor. Além de escrever, eu me ponho no lugar do eleitor. E nessa posição, não quis passar da segunda página. (silêncio) Verdade! Pode acreditar em mim!

Aí você resolveu mudar toda a história?
Isso. Mas não toda. Voltei para o início e comecei a incluir uma trama paralela que logo foi se enlaçando com a trama central. Mas o enredo começou a ficar muito complexo. Tanto que quase nos últimos capítulos, eu ainda não tinha ideia de quem era o assassino. (risos prolongados) E porque ele estava matando todas aquelas pessoas (personagens).

O que você fez? Parou de escrever?
Sim. Parei e comecei a pensar em toda a história que estava sendo construída. E resolvi abri um novo capítulo. (risos) Sei que vai dar um nó na cabeça dos leitores. Mas aí é que está a magia desta história tão misteriosa. É o desvendar de um mistério. Agora sei quem é o Serial Killer e qual o motivo que o conduz a cometer esses crimes. (Pausa) “Eu me deleito nas minhas tramas ficcionais. É um barato” (sic)

Mas voltando às “Cronicas do Sacro”. A história terá uma sequência?
Vai. Já tenho a sinopse dos dois próximos livros. É só eu ter um bom tempo para sentar em frente ao computador e começar a desenvolvê-los. O segundo livro, na verdade, é o primeiro na cronologia da história. Emanuel voltará alguns anos para salvar a vida dos pais. Ou seja, muitas indagações serão respondidas. Exemplo: como Angelica foi parar no inferno. Por que Miqueias se tornou humano e do mal. Dentre outras.

É um tipo de história que te fascina?
Muito. Você não tem ideia. Essa saga, ou trilogia, ou como queira defini-la, foi inspirada em todos os filmes, livros, séries que já assisti. Em especial, “Sobrenatural”, “Smallville”, dentre outras. Sou um cinéfilo, assisto muita novela além de seriados.

A sua preferência é por produções nacionais ou internacionais?
Curto todas de qualidade. Mas ainda prefiro as série americanas. No Brasil há bons seriados, mas se aposta muito na comédia. E eu tenho um gosto um pouco diferente. Não quero dizer que não curto comédia. Por exemplo, sou fã de “Tapas & Beijos”, assisti todos os episódios de “A cura”, “Amores Roubados”, “O canto da Sereia”. Mas acho que falta um produto brasileiro que tenha tanto fascínio quanto “Sobrenatural”, “Lost”, “Diário de um Vampiro” .

Em “As Crônicas do Sacro”, há passagens polêmicas. O que você tem a dizer sobre elas?
Há? (riso)

Vivemos em um mundo de uma população, uma boa parte, Católica. Aí vem o seu livro e faz afirmações que divergem da Bíblia.
Mas se você leu bem todo o livro. Você vai perceber que são afirmações que já foram feitas. Que muitos pensam. Eu questiono alguns desses fatos impressos na Bíblia. Não sou ateu. Mas é difícil, para mim, de acreditar em certas coisas. É como você assistir um filme Hollywoodiano. Você sabe que são efeitos especiais, mas fica se perguntando, exclamando, verbalizando: que mentida danada! Só sendo em filme mesmo! Então, são coisas que acho que podem ser verdade, ou que não são verdade. Sei lá, cara!

Você pode explicar melhor?
Claro. No caso de Judas, por exemplo, essa questão dele ser enforcado e afirmar que ele realmente não traiu Jesus, já foi impresso no filme “Drácula 2000”. Assim como, outros filmes e literaturas. É sabido que a Igreja jamais vai admitir nada que seja contrário ao que está grafado no Livro Sagrada dos Cristãos.

Você acredita que Lilith foi a primeira esposa de Adão?
Por que, não? (gargalhadas) Uma coisa é certa: Sou vidrado em mitologia. E Lilith foi uma deusa e uma criatura criada do pó da terra assim como Adão foi.

No seu livro você deixa claro que Lilith é a verdadeira cobra ou a maçã da história de Adão e Eva.
Afirmo que ela foi a primeira esposa de Adão. E digo que ela gostava de dominar o parceiro na hora da transa. Mas Adão não gostava de ficar por baixo. Se essa passagem traz a metáfora da Cobra e da Maçã, não sei lhe informar se é verdade ou não. Contudo, precisei disso para pode introduzir Caim na história como filho de Lúcifer. Por Lilith ser uma mulher muito geniosa. Ela deixa o jardim e cai no mundo. Torna-se a primeira prostituta da história dos mortais. Se entregando assim aos demônios e outros andarilhos. E sendo, portanto, a genitora de seres de diversas índoles. Dando a luz ao filho do Diabo, o pequeno cruel Caim que matou Abel, filho de Adão e Eva. E por aí vai. (risos)

Falando em sexo. Durante toda a obra, não se ver muita riqueza de detalhes. Exceto no momento que Emanuel e Esther estão transando. Por quê?
Confesso que tenho um pouco de dificuldade de pôr muitos detalhes em uma cena. Fico incomodado, frustado, às vezes, com tanta descrição de algo que pode ser compreendido com poucas palavras. Mas no caso da transa deles, precisa dessa riqueza toda de detalhes. Afinal era a primeira vez dos dois. Dessa relação carnal geraria um ser especial, que é o Jeová Pazeluz. Uma personagem fundamental para o terceiro livro. E também é um momento para aflorar o corpo, a mente, a imaginação do leitor. (risos altos) Momento de muito prazer! (Continua rindo)

Suas considerações?
Só tenho que agradecê-los. Leiam “As Crônicas do Sacro” e deixem a imaginação invadir a sua alma. Até a próxima!

Segue o link da obra:
 http://issuu.com/evandrocalafange/docs/as_cr__nicas_do_sacro


Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

RESENHA CRÍTICA DO DOCUMENTÁRIO - MILTON SANTOS: POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO

Ator Global de "Além do Horizonte" se assumiu mesmo?

A nova safra de cantores sertanejos