RESENHA CRÍTICA DO DOCUMENTÁRIO - MILTON SANTOS: POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO

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RESENHA CRÍTICA DO DOCUMENTÁRIO

MILTON SANTOS: POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO

Por Evandro Calafange de Andrade

O documentário nos alerta à sociedade que sofre com os efeitos do consumo sem medida da população, do desenvolvimento, da implantação de uma tecnologia que impulsiona o mundo a ter, a consumir sem pensar / refletir acerca desse consumo desenfreado para a população de hoje e da futura. Retrata, também, o consumo de forma perversiva, assim como o abandono social, a utopia de uma sociedade voltada ao capitalismo globalizado que se sente mais confortável fingindo não perceber a realidade e miséria que isso proporciona.
Mostra ainda o contraste do desenvolvimento de povos do norte e sul do planeta, mas também que a miséria, pobreza e desordem não são privilégio de países subdesenvolvidos. Assim como uma construção fabulizada e possível dividida em três pensamentos: o primeiro seria o mundo que nos fazem vê-lo: fabuloso; o segundo seria o mundo em que realmente vivemos e o terceiro, um mundo como ele pode ser. São através destas perspectivas que Milton Santos nos faz pensar, desenvolver ideias e refletir sobre. No entanto, a mídia insiste em mostrar apenas a beleza de um mundo globalizado, escondendo a exploração do trabalho infantil por grandes empresas, o desemprego em nome da modernidade, ou seja, ela interpreta de acordo com os interesses de uma minoria que exerce o poder supostamente democrático. Essas sem responsabilidades sociais, desorganizando sistemas em nome do consumo e privatizando bens de consumo fundamental, como a água.
Por outro lado, se fomos refletir sobre a globalização como ela deveria ser, possibilitar-nos-ia levar a verdade em tempo real sem pedir permissão, compartilhando nas redes virtuais os acontecimentos que o povo não tem conhecimento ou acesso. Assim, poderíamos compartilhar, vivenciar e tomar conhecimento de culturas diferentes através de verdadeiros documentários feitos por índios, seringueiros, trabalhadores e simpatizantes de um grupo que se arrisca pela busca de um mundo melhor.
Todavia, é a política, essa minoria, que decide quem pode comer e que moeda de troca deveríamos utilizar. Mas sabemos que deveria ser diferente, na verdade, a política tem por obrigação suprir as necessidades básicas da população. Mas o que temos conhecimento é de uma discrepância mundial, há países extremamente pobres e explorados de forma cruel pelas grandes organizações; no entanto, há outros que a população tem o privilégio de usufruir de uma abundância de recursos, assim como de serviços públicos de qualidade.
Em suma, é preciso urgentemente avançar na elaboração de um novo sentido à existência humana no planeta, de uma forma sistemática e moderada tanto acerca da tecnologia como no que se refere ao consumo compulsivo. Para assim nos dedicarmos apenas a existência e a essência do ser humano. Uma ideia defendida por Milton Santos.
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