Crônica: A sociedade consumista das marionetes humanas, por Evandro Calafange



A sociedade consumista das marionetes humanas

Por Evandro Calafange de Andrade

Dias atrás, eu estava lendo um texto da escritora Luft Lya, publicado na Revista VEJA, do mês de agosto. Com o seguinte título “A dor do mundo”, o qual trazia questionamentos sobre os fatos que estão ocorrendo no mundo. Dando destaque para a morte da cantora Amy Winehouse, o assassinato em ilha paradisíaca, dentre outros.
Mas o que me chamou mais atenção foi à questão levantada por ela: Que sociedade estamos nos tornando? Então, me pus a refletir sobre essa pergunta que tanto se vem vociferando por aí. Falei com os meus neurônios, com o meu ser interior e, simplesmente, a resposta não se fazia ver. Talvez seja porque eu não esteja incluso nessa sociedade que se diz tão “Moderna”, que os seres são incapazes de uma singela gentileza sequer.
E fui pensando e cheguei a uma possível resposta. É que a sociedade é composta por seres que desejam e sonham compulsivamente. Que querem o que deseja sem saber quais consequências provocará. Deve ser por isso que as grandes estrelas do mundo do “pop star” acabam se eliminado da vida e da sociedade doentia que estamos vivendo.
Discussões estão por aí, o tempo todo. Seja em um universo real ou virtual. Sempre estão discutindo o que devemos fazer para salvar a sociedade, a vida do homem moderno. E o que presenciamos é cada dia mais uma controvérsia do que é ético e o que realmente devemos construir de bom e produtivo, o que fazer das nossas vidas e o que podemos falar. As atitudes do homem são, a cada dia mais, pudicas e incolores.
 Quando olhamos para a sociedade jovem, tudo fica pior. Aí eu é que me pergunto, agora: será que esse leque humano da sociedade vai sobreviver até a minha idade, tenho 30 anos. Vocês devem estar se questionando: Mas viver até os 30 anos é muito fácil. O difícil é chegar aos 60 anos, por aí. Mas o que quero afirmar aqui é que o mundo das drogas, do sexo sem compromisso e a vida mundana estão sufocando a juventude. Isso é tão sério que o que se tornou objeto de adoração são os caminhos adversos do correto.
Uma simples ação de acompanhar uma telenovela em família e torcer pela vitória do mocinho ou da mocinha, se tornou uma vida individualizada e uma adoração ao personagem mau-caráter da trama: o vilão é o herói de todos nós. Recapitulando ou reformulando. De pessoas que têm adoração pela violência. Quem não assistiu às novelas “A Favorita ou Passíone ou Insensato coração”, da Rede Globo de Televisão, e não vibraram com as maldades dos vilões representados por Patrícia Pillar, Mariana Ximenes e Gabriel Braga Nunes?  Muitos dos telespectadores. E confesso a vocês que eu também estou padecendo desse mal.
Aí volto à pergunta escrita no texto de Luft Lya. E aí? O que responder, então? Sei lá. Só sei que os males da humanidade vêm crescendo esmagadoramente. Matar está se tornando sinônimo de honraria, de virilidade. Não ser mais virgem é ser uma pessoa descolada e pronta para viver em bandos. Está conectado com a pornografia é simplesmente ser capaz de falar sobre tudo, é estar bem informado. Portanto, se pergunte e reflita sobre a sociedade que você está construindo para si. Não para os outros, porque ninguém dirige para os outros, dirige para escapar ileso do trânsito selvagem.
Agora, chegou o pior momento. Como concluir estes pensamentos e essas reflexões tão conturbadas e encharcadas de tantos males? Prefiro cala-me temporariamente e observar a vida. Pois ser um observador é estar ausente dessa sociedade malvada e sem ética, que consome os homens sem personalidade e sem vida própria. Eu? Sinto-me um ser de personalidade, individualista. Individualista sim! Porque não me deixo ser influenciado por pensamentos de outrem. Mas a maior virtude é ser independente. Independente dessa sociedade que transforma as pessoas em marionetes. Personagens de uma história em quadrinho, onde os seres não têm vida e são manipuladas pelos leitores e por um único deus: o autor. Mas não foi a minha intenção manipular você leitor. Só quero ou queria me questionar sobre a sociedade que estamos inclusos. Mas se quiserem refletir sobre o assunto, fique a vontade! Mas não manipulados.


Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

RESENHA CRÍTICA DO DOCUMENTÁRIO - MILTON SANTOS: POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO

Ator Global de "Além do Horizonte" se assumiu mesmo?

O PROTAGONISMO E A PARTICIPAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO ESCOLAR