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Na parada de sucesso - Edu Gueda - Din Din Don (KondZilla)

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O que é o amor? de Evandro Calafange de Andrade

O que é o amor? Evandro Calafange de Andrade
O que é o amor senão dor! Aquela fisgada no fundo do peito Quando o olhar de outrem é pesado Não há uma reciprocidade afetiva À espera de um momento inesquecível É nada mais que sempre uma inconstante Sem o perfume dos jardins de primavera.
O que é o amor senão febre! Em uma manhã fria de inverno Seu corpo envolto de um pesadelo Tudo parece cinza quando não se pode Pintar em aquarela um coração pulsante, Apenas mais um ser sem luz e fugaz Tão efêmero feito tempestade de verão Em pleno sertão nordestino.
O que é o amor senão ilusão! Você acorda, abre os olhos e não ver Quem desejaria ver ao seu lado. Você ama e não é amado, Você perdoa e não é perdoado, Você se entrega, mas não recebe nada de volta. Tudo parece perfeito, pois só há você Vagando por todas as estações.
O que é o amor senão sorte! O deliciar do gozo de uma tarde agravável de outono Uma sinfonia de toque das suaves e rígidas mãos O som dos pássaros embalando o seu amar E os atos sempre presentes em seu c…

Thor: Ragnarok - Trailer Oficial | HD

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Entre Irmãs | Trailer Oficial | 12 de outubro nos cinemas

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Ponto final, de Evandro Calafange de Andrade

Ponto final Evandro Calafange de Andrade
Um segundo Muito o bastante para me deprimir Dois minutos Pouco o bastante para sentir algo por ti Vinte e quatro horas Uma infinita espera para quem vai morrer.
A morte pode chegar sorrateiramente Mas pode ser cruel, folgada, malvada Vai metendo um fonema aqui Vai suturando o hiato acolá Você geme, grita, pede clemência Ora para o fim ser mais que iminente Por outro lado, emergente tal qual um país Não pode ser o correto E se for indiferente, é uma blasfêmia Porém, coeso e correlato são os ideais.
Por fim, vinde a mim, morte cruel Faz de mim teu objetivo final Não sejas misericordiosa Apenas fulminante e sã.

Vai-ser, de Evandro Calafange de Andrade

Vai-ser Evandro Calafange de Andrade
Partir pode representar um começo Não um recomeço, por que deveria ser? Afinal, a vida não muda Em apenas uma piscadela Seja lá de qual for o olho.
Partir pode ser mera imaginação Não uma ficção, prosa-curtição Nos contos, nos romances, fabulação Pega-se uma caneta e uma folha... Traça um período aqui Uma coordenação acolá, subordina... Dá-se de cupido sintático-semântico Apenas na literatura, além da versificação Na vida, não, meu senhor!
Fingir pode ser uma saída, caro poeta Olha para o horizonte e vão Não fala nada, apenas vê-se Mas, no fundo, não se ver nada.
Fingir deve ser a solução, caro fingidor Corre pela colina, pedra-sabão Estende a mão e busca o acolá Espera, espera, aí você simplesmente vai-ser.