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Amar é ser o não ser, Evandro Calafange de Andrade

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Amar é ser o não ser Evandro Calafange de Andrade
Amar é ser o não ser Do querer mais profundamente raso Imaginar um antes após o amanhã É ficar e partir, é está lá, aqui, ali sem sair.
Amar é ser alegremente triste Compreender que dias ensolarados São noites trovejantes Que encharcam os olhos sorridentes Em lágrimas puras de veneno doce.
É sonhar o sonho (de)sonhado É caminhar estando sempre parado Viver morrendo livremente amargurado Nos despassar das horas da causa-mor.
Entender que se levanta caindo, Faz e refaz o desfazer, Olhar, porém, não ver o que ver. Sente, (de)sente e, simplesmente, (re)sente O que é o amar desamado.

Sabadão com Alinne Rosa - Lágrima das Inimigas

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Deixe-me ir!, Evandro Calafange de Andrade

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Deixe-me ir! Evandro Calafange de Andrade
Digo que fico, Mas meu coração vai embora O meu corpo está presente, No entanto, minha alma está lá fora.
Dentro do meu coração tá tão vazio Com a ausência do sentimento real Que um dia eu senti No exato momento em que te conheci, Mas agora acabou.
A nossa convivência foi matando o nosso amor A cada discursão, palavras ditas em vão Sem traquejo, só rancor.
Minhas malas já estão prontas Só estou esperando o teu olhar me libertar Meu desejo de partir sufoca-me a cada amanhecer Quando vejo que ao meu lado Ainda há você.
Te peço, “por favor!” Não me prenda a ti. “Deixe-me ir!” Pois precisamos seguir em frente Eu te peço, “por favor!” Não se apegue ao rancor Liberte-me das garras desse pseudoamor Permita-se sorrir outra vez E me deixe ser feliz em um solar.

Um dia, uma história, de Evandro Calafange de Andrade

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Um dia, uma história Evandro Calafange de Andrade
Quando te encontrei pela primeira vez Descobri que viveria contigo Apenas um dia, mas o bastante para ser E viver uma eterna história de amor Protagonizado por eu e você Apenas um roteiro, um sentimento E dois corações apaixonados.
Não é milagre, simplesmente O destino fazendo o que é correto O que estava escrito em um amanhecer, Naquela tarde de garoa E um estrelar dançante em uma plena noite de luar.
O tempo que passa Nosso corpo que se enlaça Lá vem o sopro a levar além Deixando um vazio, a marca de um romance Em 24 horas, olhar, Abraços, caricias, beijos E um vai embora.
Maldita hora para ir embora E nunca mais voltar Bendita hora naquele amanhecer Que fui contigo cruzar.

Você e eu, de Evandro Calafange de Andrade

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Você e eu Evandro Calafange de Andrade
Ouça a voz do silêncio Tão insistente, torna-se ensurdecedora Mas não tão insuportável como a dor Que fere a alma, Machuca a carne, Embriaga os pensamentos mais sãs.
Quero abri os olhos no amanhã Sentir o toque da sua mão Me deliciar com o perfume Da tua suave pele nua Ter um minuto a mais Apenas em um verão sem chuva.
Grito para acordar É um delírio que vem me matar Seguro a corda da salvação É a paixão do teu olhar Pois, amor, te peço baixinho Vem ficar aqui comigo.
Joga tudo por ar Vem os meus beijos beijar Sentir a emoção da vida Está viva ao meu lado Além do Ribeirão Você e eu contracenando o amor Sob o luar do sertão.

Eu em teu eu, de Evandro Calafange de Andrade

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Eu em teu eu Evandro Calafange de Andrade
Meu amor, Olhe nos meus olhos e veja a cor Sinta o aroma do meu corpo Todo o meu furor. Meu amor, Sinta o toque da minha mão O som pulsante do meu coração Todo o forte sentimento por ti Meu amor, A noite já baixou Agora se aconchega em mim a dor Toda a agonia de saudade de você Que se foi em vento sobre trilhos Meu amor, só amor Eterno amor, meu amor O dia se apresentou A dor pela porta passou Eu estou a tua espera Aqui em pé olhando pela janela Amor, amor Amor meu, amor Você sou eu em teu eu.